Um blog sobre essa galera que habita as florestas e as cidades sem problemas com idiomas, enfim, esses e outros personagens de HQ, games e desenhos animados que nos cativam desde os tempos do Gato Phélix até hoje - os meus, e todos os seus concorrentes. Além de falar um pouco também sobre os aspectos técnicos desses personagens, afinal um dia eu ainda desenharei feito gente. Seja bem vindo ao mundo encantado de Igor C. Barros, e cuidado com o degrau!

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quinta-feira, maio 08, 2008

Atenção: Site na FurTopia saiu do ar! E um outro assunto...

Pois é, e logo agora que eu preparava uma nova leva de desenhos, eu descubro que o site http://igorcbarros.furry.com.br está fora do ar. Pelo menos nos três IPs diferentes que eu frequento, está dando um erro de "endereço não encontrado" no browser. Ao contrário de outras vezes em que aconteceram problemas técnicos, não achei nenhuma mensagem na FurTopia sobre o assunto na página central deles.
Eu não sei se aconteceu um problema com o domínio aqui no Brasil ou se o meu site foi extinto mesmo (embora eu considere isso improvável).
[EDIT: O problema atinge a todos os sites com o mesmo domínio, não é nada com o site. E acesse http://www.igorcbarros.site88.net !]

Seja como for, uma pena. Herbie BearClaw (desenhista profissional que em 2001 influenciou uma mudança no visual dos meus personagens) estava começando a visitar esse site mais frequentemente... quem sabe, mais pra frente, poderia até rolar o tão sonhado desenho da Rosalyn executada profissionalmente, que há DEZ ANOS NA INTERNET eu estou querendo ver e até hoje nada (tá legal, eu poderia até ter isso se tivesse alguns dólares sobrando, mas nunca tive, por isso essa minha cisma de querer chegar no mesmo nível dos profissionais by myself.)

E, a propósito, deixa eu escrever uma coisa que está entalada na garganta: em 2003 eu cheguei a entrar em contato com um cara que era animador profissional, aqui no Brasil, que disse até que conhecia os meus personagens. Uma curiosidade, que talvez ele venha a saber agora, é que ele tem a mesma idade que eu (achava que era pelo menos o dobro, pelos textos que ele escrevia.)
E depois que ele precisou parar com o blog dele porquê tinha muito trabalho como animador, eu descubro que ele desenhou profissionalmente personagens de pelo menos 3 caras que eu conhecia , e pelos meus, ele passou batido! Por quê?! Me pergunto até hoje, e pelo visto até a eternidade. Em 11 anos na Internet, apenas duas pessoas até hoje desenharam os meus personagens (Morpheus e nosso assíduo telespectador Icarix Ace), e a terceira (Anderson do fotolog Toonamix) está a caminho. No exterior, é muito comum que profissionais façam isso também, assim, por um acaso. E pelo visto, só lá... (Opa, mas isso não quer dizer que você, que não é profissional, não possa fazer o mesmo que eles, belêzz??)

Estou agora em um site "genérico". O meu consolo é que o antigo site do Herbie, o site da Jen Seng, e tantos outros que me influenciaram estavam fora de comunidades como a FurTopia e FurNation, eram sites como outros quaisquer. Quem sabe agora a coisa vai...

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Fluppy Dogs: A Disney poderia ter sido muito diferente!

Estamos em construção, em breve vamos instalar a parte elétrica!
Como se sabe, em 1986, a Disney voltou a produzir novos desenhos animados para a TV, provavelmente uma decisão do recém-empossado Michael Eisner. Empresas como Hanna-Barbera e Filmation deitavam e rolavam nesse mercado há mais de 30 anos sem serem incomodadas - quando muito, pelos curta-metragens produzidos entre os anos 40 e 50, aqueles que passavam na Globo sob os nomes "Disneylândia" e "Mickey & Donald". Daí as referências um tanto incômodas à era Disco em algumas séries da HB, e por aí vai.

E enquanto o Brasil sophria as agruras do Primo Plano Cruzado, estreavam as séries Os Ursinhos Gummi e Wuzzles. Esta, como eu já falei aqui, está esquecidaça, não é reprisada como a primeira - embora a primeira tenha defeitos gravíssimos, como os figurantes em estilo anime em uma cena (e eu tive o azar de vê-la quando era adolescente, por isso nutri um ódio mortal pela mesma...)
Mãns, o que vem a seguir poucos sabem, e eu só descobri isso agora, em 2008. Em 1986, uma terceira série deveria ter sido produzida. Apenas um piloto foi produzido de Fluppy Dogs, a série que, se fosse concretizada, mudaria totalmente a imagem que se tem da Disney. Esse longa-metragem, segundo a Wikipédia, é considerado raro: passou umas 5 vezes desde 1986 até hoje, na ABC (TV aberta), e só uma vez no Disney Channel americano, em 1997. E é totalmente improvável que tenha sido exibido pelo SBT ou pelo Disney Channel brasileiro, só se eu estiver enganado (se Galaxy High chegou a passar na Globo e eu não vi, porquê não?...)

Inki, Stanli, Dinki, Ozzi e Tippi são cães que cada um tem uma cor e uma personalidade diferente. Eles, viajando entre as dimensões, acabam parando em uma cidade qualquer.(Até aqui, esse plot, parece uma versão não-marsupial dos Popples, mas continue lendo...) E acabam criando laços mais fortes com esse lugar quando são confundidos com... hã... cães, e acabam em um canil, no qual um deles é adotado pelo garoto Jamie Bingham. E junto com este, mais pra frente, phogem de um colecionador de animais exóticos, o magnata J. J. Wagstaff - curiosamente, o único personagem da ex-quase-futura série que acha que eles tem algo de "estranho" que os separa de cães convencionais e por isso deseja tê-los... Para todos os demais - eu disse todos - eles são os cães mais 'gente fina' em desenhos animados depois do Snoopy.
E por quê a série mudaria a imagem da Disney? É que esse projeto tinha características únicas, jamais repetidas até hoje (mesmo em projetos ultra-recentes e naquelas séries que só passam na TV a cabo):
- A série é passada nos dias atuais (tá, anos 80, mas eram os dias atuais). Tudo é muito, extremamente próximo da "realidade real" - talvez só Lilo & Stitch tenha ido um pouco nessa direção, mas com muito menos profundidade e muito mais clichês do gênero. Seria um "antídoto" talvez às séries passadas em tempos imemoriais ou realidades distantes, tão caras á essa empresa. Na verdade, a série é bem mais a cara da Those Characters from Cleveland... mas, como eu disse, isso poderia beneficiar a imagem da Disney e impossibilitaria algumas das críticas que são feitas à eles atualmente. "Eles fizeram isso, eles fizeram aquilo, mas, por outro lado, eles também fizeram os Fluppy Dogs..."
- Jamie mora apenas com a mãe - que fala, aparece e tudo o mais, e principalmente, não parece ser um "elemento repressor" como nas produções de Spielberg e outros, não é "um estranho à ser combatido". Alguns dos outros personagens (não consegui ver a respeito ainda) também tem "donos" que moram perto deste.
- Todos enxergam os personagens e encaram com uma certa 'naturalidade' o fato de eles falarem... (pelo que eu entendi é isso - e se for isso mesmo, seria melhor ainda).
- Entre os protagonistas há mais fêmeas (três) do que machos (dois - sendo que no merchandising, como veremos adiante, havia ainda mais uma personagem do sexo feminino).
- Eles pulam entre as dimensões não porquê eles são mágicos, e sim, apenas porquê... eles conseguem fazer isso, e o fazem, sei lá, pelo prazer da aventura... embora tentem voltar pra casa sem saber como. (Essa é digna do Clóvis Vieira, de "Cassiopéia", que inventava uns lances assim, bem fora dos clichês do ramo.)
Caso a série fosse produzida, seria um sério rival e provavelmente "estraçalharia" o sucesso da mesma época Os Cãezinhos do Canil (Pound Puppies), da Hanna-Barbera. Sei lá, ambas as séries são meio, como direi, "shojo" (mesmo porquê o desenho foi animado pela Tokyo Movie Shinsa) mas eu sou bem mais essa aqui, mesmo só a vendo em imagens estáticas...

Na verdade, esse foi justamente o problema. O plot inicial era fazer uma série totalmente direcionada ao público feminino (como tantas séries da Those Characters from Cleveland que você conhece), mas durante o processo, isso foi mudado para uma série para ambos os sexos, o que fez a série não fazer tanto sucesso assim na época devido a indecisão de "atirar em várias direções" ao mesmo tempo, sei lá. O fato é que, quem viu, gostou pra caramba, mesmo assim.

NO MERCHANDISING, É REVELADO COMO SERIAM OS PERSONAGENS ORIGINALMENTE.

Bem, isso era um desenho animado. O curioso é que, posteriormente, eles apareceram em alguns ítens de merchandising (e, portanto, desprovidos de roteiro), com um visual totalmente diferente - que aparenta ter sido criado antes do desenho animado, como lancheiras e um livro de colorir.
Esses ítens são considerados raros, não à toa, afinal, foi o único uso "pra valer" dessa linha de personagens, ainda que estivessem em outra versão. A personagem Fanci aparece junto aos demais personagens, ela provavelmente deveria ter feito parte da animação - e muitos acham que se ela estivesse na ex-quase-futura série, seria uma das personagens mais fortes.
E o visual acompanhava o de bonecos desses personagens, que chegaram a ser feitos, com fios de lã em tons pastéis (mais anos 80, só "Foolish Beat" tocando na vitrola...), no qual nota-se que, definitivamente, aquele visual não servia para uma animação, os pêlos eram especificados em contornos com pouca separação, quase um a um, aquilo é um teste psicotécnico dos mais pherrados, no qual talvez Alex Ross ficaria com a mão doendo em alguns minutos. Gente, se os animadores já chiaram de ter de fazer as pintas dos 101 Dálmatas da série de TV, que dirá isso...

Curiosamente, Inki (não sei se com essa grafia) também seria, mais tarde (1992-93), o nome de uma importante personagem em um episódio da série A Turma do Pateta: uma exploradora espacial de uma série de livros infantis (que é talvez a coisa mais criativa que tenha saído da Disney até hoje, mesmo que seja uma "sub-série"), que se torna uma "amiga imaginária" da filha do Bafo, e que, surpreendentemente, se revela menos imaginária do que o normal.

Enfim, se há um desenho animado mais-do-que esquecido, é Fluppy Dogs "da Disney", como eles costumam dizer atualmente.
Ou será que não? Comentários em sites americanos são extremamente favoráveis ao desenho animado, todos diziam que gostavam de ver esse episódio, quando ele era exibido na TV aberta. O que mostra que, até mesmo entre os fãs da Disney, tem fãs que gostam de certas coisas que a própria produtora desaprova. Ou desaprovava: é só o Robert Iger começar a ler essas e outras coisas que os fãs escrevem por aí. Uma outra Disney é possível, minha gente...

Cover Serviço
> Clear Black Lines: Página "Ophisial" com uma pá de imagens do desenho animado - talvez a Disney nunca sonhou em ser tão irreconhecível...
> Explicação sobre a série, veja como eles passaram a ser na fase do merchandising

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Achamos o pai do Timão!!!

Desde 1990, Coco é - digamos, phoi, o mascote de um cereal da Quélogs chamado Coco Pops, no Reino Unido (nos EUA é "Cocoa Krispies"). Infelizmente, está em final de carreira. No final dos anos 90, só nos EUA foi substituído por (pusts griller) um macaco de verdade... o pessoal devia realmente estar muito enjoado desse cara que estamos conhecendo aqui, pra preferir isso...

Coco ainda está em atividade na Austrália e Nova Zelândia (e talvez na França, onde ele tem até site. Tô começando a gostar mais dos franceses, o site mexicano da Kellogg's barrou o meu proxy brasileiro e esse não). O site turco é melhor, embora eu não entenda pasktavinas (e o turco é um dos idiomas mais acentuados do mundo! Eu sofreria muito mais na escola se fosse turco...)
Em alguns lugares já está no ar uma "nova versão" dele, na qual ele começa a se parecer com Jake Long "da Disney", provavelmente com mudanças para corrigir o fato que você está tomando conhecimento agüera.

Que fato? Bem, ou o suricate Timão (ou Timon, como gosto de chamá-lo) foi ctrl-c, ctrl-v de Coco, ou os dois tem o mesmo autor e este foi contratado pela Disney depois.
O fato é que eu tomei um susto quando eu vi uma imagem dele ao procurar por imagens do tigre Tony. [Cid Moreira Mode] A semelhança é impressionante! [\Cid Moreira Mode] Aliás, mais ainda porquê Coco também lembra Mickéý Mousè...
E embora esteja em fim de carreira, a maioria absoluta das imagens que está na Internet continua sendo a desse personagem, nessa versão (procure por Coco Pops nos browsers da vida e confira usted mismo.) Até as cores se parecem!

O fato é que, o cara que criou esse personagem é um gênio: Coco é um macake. Um desses animais tão desprezados, à não ser por almas caridozas como Tarsan. (Embora não pareça: muitos acham que Coco está mais pra urso.)
Transformar um bixim difícil de trabalhar e de se pensar em alguma coisa atraente e sem maiores detalhes nisso aí não é fácil não. Eu não faria isso - vai ver se tem algum símio na turma da Rosalyn... Só espero que seu criador não esteja desempregado atualmente, senão é mais um forte candidato à ser um dos patronos da Salt Cover da vida real.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Pica-Pau moderno surpreende...

Acabo de descobrir (acabou de passar na Record) que existe um episódio da desprezada série moderna do Pica-Pau onde o mesmo é interpelado por uma fã, que diz algo como "Você é tão engraçado, faz aquela sua risada..."
Pois é. A personagem é, no mínimo, surpreendente para as produções mais conservadoras, trata-se de uma raposa. Que, por sua vez, bebe em outra fonte de águas cristalinas: a personagem lembra um pouco a Rebeca Cunningham! Quem diria, hein?...

terça-feira, julho 31, 2007

A incrível história dos esquilos mutantes mais chatos do mundo

*No Gordo Repórter de hoje...* Tá certo que eu li boa parte disso na Wikipedia. Mas o mais incrível é o final da história: os Chipmunks ainda estão em atividade. E estão para invadir os cinemas. PHUJAM enquanto é tempo...

EU E OS CHIPMUNKS... UMA HISTÓRIA DE AMOR (SAI DAÍ, ALVIN!)

Me lembro vagamente que, por volta de 1983, uma música cantada por vozes muito estranhas vivia tocando nas rádios. Só me lembro disso, nem me lembro mais como era a música. Tocou em um ônibus de turismo onde estive, depois tocou em uma discoteca em Osasco, no mesmo dia - detalhe, estava vazia, eu estava dentro do carro do meu pai, que estava em um local onde nunca estivemos antes. Que música era aquela? Na década seguinte, cheguei à conclusão que só podia ser dos Chipmunks.

O desenho animado estreou em 1994 na Rede Globo e me chamou a atenção. Achei que Dog City e A Turma do Max, que conheci um ano antes, eram os desenhos animados mais chatos da história. Mas apesar de extremamente chatos, eles perdiam feio para os Chipmunks!
Talvez o que tenha detonado o desenho em português é que no Brasil as vozes deles perdiam sua principal caracterísitica, que era serem aceleradas. Não havia tecnologia para isso na VTI Rio - embora o desenho "Tico e Teco", que estreou em 1993, já tivesse sido dublado assim pela Herbert Richers.
Talvez por bloqueio mental eu só me lembre que Alvin, o "Didi Mocó" do trio, era dublado pela mesma voz do Yakko Warner e do Número Um. E só passaria a gostar desse pofrissional da dublagem por causa do Yakko, um patcha de um personagem, muito melhor.
Mas não era só isso. Os roteiros também eram de doer. Marinete, a Diarista, é "da paz" e "zen" perto dos três. Os pombos dos Animaniacs eram "bróders". Isso fora as situações que aconteciam. Só me lembro da mais grave de todas, uma cadelinha que morreu no meio do episódio. Charles Chaplin, Maurício de Sousa, Roberto Bolaños e até mesmo Sérgio Mallandro já nos phizeram chorar com muito mais classe.

Além do quê, Chipmunks poderia muito bem ser classificado como ficção científica. Eles e as Chipettes, únicas representantes de sua... hã... espécie, vivem em um mundo totalmente habitado por animais reais e seres humanos. O que gera um certo desconforto. A bem da verdade, eles são esquilos mutantes do mesmo filo de Mickey Mouse. Enfim, argh (mesmo sendo muito bem desenhados na arte do site oficial)

COMO TUDO COMEÇOU
O compositor Ross Bagdasarian gravou, em 1958, sob o nome artístico de David Seville, uma singela canción que talvez vocês conheçam: Witch Doctor, regravada como "Feiticeiro" pelo grupo Harmony Cats e pela turma do Bozo (esta última talvez eu esteja enganado, mas parece ter sido uma das primeiras coisas que eles gravaram). Em ingrêis é assim:
I told the witch doctor I was in love with you
I told the witch doctor you didn't love me too
And then the witch doctor, he told me what to do
He said that ....
Ooo eee, ooo ah ah ting tang
Walla walla, bing bang
Ooo eee, ooo ah ah ting tang
Walla walla, bing bang...
Ooo eee, ooo ah ah ting tang
Walla walla, bing bang
Ooo eee, ooo ah ah ting tang
Walla walla, bing bang
Exceto pelo detalhe a seguir, uma música bem no estilo do Nahim...
O refrão "à la Disney" era cantado por um dueto de Ross com sua própria voz acelerada, em um processo um tanto tedioso de cantar com um playback com a metade da velocidade, idealizado pelo próprio Ross mas não muito feito na indústria phonográphica. Tocando a fita na velocidade normal, pimba! Tá lá a voz "impossível"! (embora esse não seja bem o termo: existe gente, por incrível que pareça, que conseguiria imitá-los em tempo real.)
Eu mesmo me utilizo dessa técnica (bem mais fácil de fazer no computador) devido a ausência de vocais femininos à disposição para as minhas cancciones. Sério, gente, parece fácil, mas a música, as notas e tudo o mais tem o dobro da duração, e se você cantar de qualquer jeito vai parecer artificial demais o negócio. As vezes até eu "me rendo" e ponho a 75% da velocidade... Em alguns computadores mais potentes dá até pra fazer isso em tempo real mesmo.
Bem, e "essa coisa aí" foi ao topo das paradas. Até então, era só uma maluquice do seo Ross.

Ross inventou, então, que aquela "voz" bizarra seria mais de uma e teria donos: três esquilos, Alvin, Simon e Theodore - na verdade, os nomes dos três principais executivos da gravadora, a Liberty Records. E ele chegou a se apresentar em alguns programas de TV acompanhado de bonecos. Na verdade, o lance dos esquilos foi inventado por seus filhos - entre eles, Ross Jr., que em breve seria decisivo para a continuidade desta história. O resultado foi o segundo álbum, onde nasceu o trio parada-dura animal (lembre-se, até então era uma voz só), cantando uma canção natalina- The Chipmunk Song (Christmas, don't be Late), que fez igual sucesso.

O DESENHO ANIMADO
Em 1961, eles tiveram feita sua primeira série animada: The Alvin Show. Onde, dos esquilos realistas das capas dos álbuns, começariam a se tornar los pientejos que conheceríamos mais tarde. (Veja neste site de páginas de colorir como eles eram.)
Foram apenas 26 episódios nessa tentativa, que não chegou a ser exibida no Brasil. Embora, por aqui, houvessem quadros de humor que fizessem a mesma coisa, na mesma época, como mostrou o especial "50 anos da TV Brasileira" - geralmente quadros onde bailarinos imitam "robôs".

Os personagens eram de uma simplicidade e uma cara-de-pau impressionantes: David Seville - enfim, o próprio Ross Bagdasarian - é cantor, compositor e agente dos esquilos cantores de Viena al derredor del muendo, e que "aprontam altos agitos", como diria a Sessão da Tarde.
E não sei como eles resolveram essa questão, mas em algumas capas de discos, eles já tiveram cara de esquilos de verdade, e já nessa primeira série, eles se tornariam os "esquilos mutantes" que conhecemos. Talvez só Howie Mandel tenha chegado perto de Ross Baghdasarian no quesito "personagem de animação menos imaginativo da história"...

É O QUE EU DISSE, ELES SEMPRE VOLTAM,
MESMO QUANDO ELES SE VÃO.

Ross faleceria de ataque cardíaco em 5 de fevereiro de 1972. Antes disso, os Chipmunks já tinham dado um tempo na mídia.
Até que eles começariam a ser tocados de novo por obra de Ross Bagdasarian Jr., que queria apresentar aqueles personagens que seu pai criou com a ajuda dele para uma nova geração. A série de 1961 começou a ser reprisada, desta vez em cores e até começou a criar um certo sucesso. O que motivou a gravação do primeiro disco dos Chipmunks sem seu vocalista original.
Desde então, Ross Jr. e sua esposa Janice Karman são quem fazem as vozes dos personagens. Janice faz a voz de Theodore, enquanto Ross Jr. faz a voz dos outros dois. Talvez tenha sido o empenho do Júnior que manteve o sucesso dos personagens mesmo sem seu criador original. E o personagem David Seville acabou sendo mantido junto aos Chipmunks.

ANOS 80: "ELES SEMPRE VOLTAM..."

Após um relativo sucesso na indústria fonográfica, a emissora NBC acalentava a idéia de trazer a série de volta. E depois de um especial de Natal em 1981, "eles vortaro" à televisão em 1983, pela Ruby-Spears, e a série continuou até 1991, e foi mais ou menos (veja mais adiante) essa que a Globo mostrou, sendo que o traço dos personagens mudou pra caramba entre o começo e o phinal da série - algo bem mais acentuado do que o processo ao longo dos 17 anos dos Simpsons.
Foram apenas 90 episódios, um número um tanto ralo para oito anos (em três anos, Tiny Toon teve 98 episódios!)
Vários episódios tem o mote de Dave, solteirão da Silva de Oliveira, tentar conhecer garotas (ele é "pai" e "mãe" dos CMs) e justamente por conta e culpa deles, estas dão o phora.
Talvez meio que em gratidão, os Chipmunks cantaram em 1984, para a NBC, uma das versões da música NBC, Let's All Be There - aquela música que o SBT verteu para "Quem procura, acha aqui" versão de 1988. (Com tamanha afinidade, acho que eles deveriam ser exibidos pelo SBT, não pela Globo!...)

Em 1983 foi também criado o grupo-espelho, as Chipettes, seu correspondente feminino. E o que é pior, cada uma se parece com um dos Chipmunks! Clichêzaço!!! Walt Disney é punk e eu não sabia!! (Um site americano diz que as Chipettes são completamente diferentes dos Chipmunks no sentido de não terem cromossomos Y...)
Em 1986, chega a Sra. Miller, a "tutora" das Chipettes, uma mulher um tanto cegueta das vista. O nome da série foi mudado de "Alvin & the Chipmunks" para apenas as duas últimas palavras, já que agora haviam dois agrupamentos desses seres imaginários, digo...
Em 1988 e 1989, o programa passou da Ruby-Spears para a DiC, que os tornou mais antropomórficos como eles jamais sonhariam em ser, passando a ter olhos azuis. A Globo se concentrou mais nessa época. No ano seguinte, o programa mudou pra caramba e passaria a parodiar clássicos do cinema, e assim ficou até 1991, quando o programa terminou. Aparentemente essa última fase também não passou no Brasil.
Os direitos dos personagens passaram para a Universal em 1996 (em um contrato que a Bagdasarian Productions, de Ross Jr., alega ter sido rompido, e por isso eles processaram a Universal, esse contrato já acabou) e chegaram a ser produzidos , em 1999 e 2000, dois longas só pra vídeo, com temas de terror, que acabaram fazendo um "revival" da série. Em 2004 foi feito um longa, Alvin and the Mini-Munks, usando computação gráfica e atores reais - e aqui, Ross Baghdasarian Jr. é quem faz o papel de já foi de seu pai. Nunca ouvi falar disso a não ser pelo site ophisial, o que reflete o incrível orçamento desse filme: 600 mil dólares, algo mais próximo a TV - uma minissérie da Globo, por exemplo. Ao contrário do que parece, a Bagdasarian Productions é uma empresa de porte pequeno - eles tentaram fazer um longa metragem sozinhos (The Chipmunk Adventure) em 1987 e se pherraram de azul e vermelho, a verba acabou várias vezes durante a produção. Brasil então, nem pensar: esse filme só chegaria ao Brasil em fitas de vídeo de promoção de um jornal (se não me engano, o Agora São Paulo).

Musicalmente falando, os Chipmunks são como Weird Al Yankovic, eles regravam algumas das músicas que estão por aí e fazem sucesso, da maneira deles. A diferença é que ao contrário de Weird Al, eles não fazem paródias ou as fazem muito raramente, não sei. Poucas foram as músicas originais gravadas por essa pseudo-banda. Um dos últimos sucessos que eles gravaram foi "Macarena". Os artistas, em geral, gostam: assim como ser regravado por Weird Al, isso é sinal de que eles estão fazendo sucesso.

CHIPMUNK FAZ ESCOLA,
E NO QUINTAL DO DAVE, DEITA E ROLA.

Os Chipmunks até fizeram escola: Las Ardillitas (em espanhol, "Os Esquilos), não sei de que país de fala hispânica, gravaram um LP com o Quico - aquele mesmo, do Chaves.
E aqui no Brasil, Os Três Patinhos chegaram a phazer um certo sucesso no começo dos anos 80, com exatamente a mesma proposta. Uma música que eles chegaram a regravar foi a Melô do Piripipi, da Gretchen. [O dia em que alguém puser isso na Internet, no YouTube, GoEar ou IJigg, vai arrebentar!!!]

QUALQUER SEMELHENÇA É MERA COINCIDÂNCIA.

Há duas coisas na série que só eu devo ter notado neste mundo:
Uma das Chipettes, Jeanette, que usa óculos e meias de ginástica (um pouco mais e poderia até ser personagem meu), foi homenageada na série "crássica" das Tartarugas Ninjas com a Irma, que se veste igualzinho a ela, sem tirar nem pôr! A semelhança entre as duas era impressionante. O visual atual da Jeanette (Irma não existe no novo desenho das TNs) no site oficial foi um tanto alterado, talvez justamente por conta disso, sei lá.
Por outro lado, David, na fase DiC, é a cara do Príncipe Eric, de "A Pequena Sereia"... só sendo entendido em estilo Disney para se notar as poucas diferenças entre ambos.
E não sei se alguém notou, mas é isso mesmo: Ross Bagdasarian é descendente de armênios. E o cara é tímido: só achei UMA fotinha do Ross Jr. e da Janice com menos de 200x200 e uma foto em P&B do Ross Sr... Bill Watterson tem mais imagens do que esses dois aí. Acho que eles não aprenderam a maior lição do Maurício de Sousa, que é tão conhecido quanto os personagens que criou.

CHIPMUNKS HOJE: FIRMES E FORTES.
MEU DEUS, POR QUÊ?... O QUE FOI QUE EU FIZ?!...

Além de "continuarem" em atividade, está previsto para dezembro deste ano o philme dos Chipmunks, com Jason Lee no papel de David Seville, uma produção da 20th Century Fox. O diretor é o mesmo de Garfield. Sei lá se vai virar "cult" como o primeiro filme do Quarteto Fantástico... Os personagens para esse filme estão simplesmente bizarros, segundo a minha decsnecsessária opinião, e nada lembram sequer a versão desenhada da Ruby-Spears e da Dic (que, convenhamos, é muito melhor que isso aí!!).

E estes são os equilos mutantes mais chatos del universo!! Tchênsk! (Sério, gente, se tem gente que gosta, porquê tem tão poucas imagens dessa série na Internet?! Até o site oficial é pobre nisso!)

Tópico "condenado" na Wikipedia por excesso de uso de imagens (PUTZ, gente, não tem como, caramba!) aqui
Saite Ophisial: http://www.thechipmunks.com/ (buena suerte, você vai precisar)
Agradecimentos à Piano Elétrico (o meu avô já vendeu alguns em Porto Alegre...)